Vozes do céu que suspiram na brisa,
Murmuram no ar e percutem nas ondas;
E da floresta que os montes divisa
Os seus suspiros ecoam nas sondas.
Vozes do céu se agitam na folhagem
Nos verdes prados, dos bosques nos cantos,
Junto da fonte em que é mais pura a aragem
Canta o poeta seus versos em pranto.
Vozes do céu cantam nos arvoredos,
No loiro trigo, nos jardins em flores,
No azul que às nuvens repete segredos,
E no arco-íris de esplêndidas cores.
Vozes do céu, em silêncio elas choram;
Vos recolhei, falam ao coração;
São os Espíritos bons que então oram
E ao Criador enfim vos levarão.
Elisa
Mercoeur
Médium: Sra. Cazemajoux
Revista Espírita – Abril de 1862
(Trad. de Evandro Noleto)

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