sexta-feira, 24 de abril de 2020

Tríplice Aspecto

Allan Kardec, em 1857
Nos trouxe o Livro dos Espíritos
Homem bem quisto, estudioso exímio codificador
Trouxe a doutrina espírita o verdadeiro consolador
Kardec para um bom entendimento do Espiritismo
Nos trouxe três aspectos principais a serem definidos
O Espiritismo possui seu aspecto científico bem definido
A considerar a manifestação dos espíritos
Na comunicabilidade
Na experiência prática
No empirismo
No cientificismo
O Espiritismo possui seu aspecto filosófico
O indagar da vida!
De onde eu vim?
Para onde vou?
Quem sou eu?
Onde estou?
Onde devo melhorar-me?
Como espiritualizar-me?
O Espiritismo possui seu aspecto religioso
O “religar” a Deus
O encontro com nossa essência Divina que
nunca termina
Sem rituais, na acepção da palavra
Nas sábias lições que o evangelho nos traz
Nesse tríplice aspecto que a doutrina nos
aporta
No conhecimento filosófico que tanto nos
conforta
Que Jesus seja nosso guia e modelo
Que Kardec seja a base
Que o Espiritismo seja o caminho para nosso
melhoramento moral
Rogando aos benfeitores espirituais
Que nossa estrada seja de bênçãos, fé,
sabedoria e paz!
Nina Lisboa

sábado, 11 de abril de 2020

Garimpo - 46 - Abril/2020


A edição de abril do Garimpo busca dar uma resposta à pergunta:
PARA QUE POETAS EM TEMPOS DE QUARENTENA?

terça-feira, 7 de abril de 2020

Quadras


Verifica o que semeias.

Toda colheita é segura.

Aquilo que procuramos

Vem sempre à nossa procura.
                      Casimiro Cunha


Quem a todos contentasse,

Dando pleno reconforto,

Decerto que sobre a Terra

Teria nascido morto.
                      Cornélio Pires


Cego, no instante do adeus,

Exclamei, voltando à luz

- Louvado sejas, meu Deus!

Bendito sejas, Jesus!
                      Sebastião Lasneau


Médium:
Francisco Cândido Xavier
Do livro:
Trovas do mais além

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Quando penso




(A Leopoldo Cirne)

Deus – quando penso neste nome santo,

Divino poema de imortal grandeza,

Sinto-me preso de um sagrado encanto,

E na alma sinto a inspiração acesa.



Cantá-lo quero e tento, mas, de espanto,

Logo recuo: a própria natureza

Nega-me o auxílio, que num rude canto

Jamais decantarei tanta beleza!



E tento em vão... ah! como a dor me explode

Na alma, sentindo não poder num halo

De rimas pô-lo, e ao coração me acode!



Entanto, se não posso decanta-lo

Como anelava, calmamente pode,

Crente e pura, a razão glorificá-lo!

                   Casimiro Cunha

                   Vassouras, agosto de 1905

In: Reformador, 01 set. 1905

sexta-feira, 27 de março de 2020

Viva a vida





Que coisa louca é a vida, metida do jeito que é; mesmo quando tá tudo certo, ela inventa de fazer o que ela quer. O tempo passa, o tempo foge. Mas onde vai o tempo? Vai contra a vida; vida curta essa, contada no desenrolar do tempo. Por que esperar para o momento da morte para podermos pedir desculpa, para podermos dizer “eu te amo”, se a cada instante temos provas de que a vida é curta e que temos que arriscar perde-la. Por isso proponho um debate onde se decida: o que afinal é a vida?

Gabriela Moraes

Juliana Lizardo
Letícia Xavier


Poema produzido durante a oficina de poesia ministrada por Glaucio Cardoso no 30º Encontro de Mocidades Espíritas de Irajá (EMEI), que aconteceu dia 17/07/16. Foram três produções coletivas, sendo uma prosa poética. O tema proposto foi “VIVA A VIDA”. (3 de 3)

terça-feira, 24 de março de 2020

Memórias




Iniciamos neste mundo nova etapa

Para um período de bonança ou desventuras,

Feito criança ao receber, em linda capa,

Caderno isento de rabiscos e rasuras.



E nessas folhas que ganhou do Pai eterno,

Até a letra com que escreve é caprichada:

Escritos novos se inauguram no caderno,

Passa-se a limpo a matéria revisada.



Nesse exercício de escrever enquanto aprende,

Novos rabiscos e rasuras vão surgindo.

E esse caderno que era novo, de repente,

Vai-se borrando, amarrotando, se puindo.



E já não gosta do caderno essa criança,

Pedindo um novo, sem emendas ou rasuras.

Mas o seu Pai arquiva o velho, na esperança.

De que de que ainda sirva para pósteras leituras.



Cada experiência que se perde na lembrança

Está presente em nossas dores e venturas.

Cada caderno que escrevemos é uma herança

Para nós mesmos, em vivências mais futuras.

Diego Pires de Campos

Médium: Alberto Centurião