Irmãos!
Sou aquela Alma que chorava a medo,
Com
lágrimas regando os seus doridos versos...
Que
conheceu, na Terra, apenas os reversos
Da
ventura e prazer de um doce sonho ledo.
Caminhei
por estrada nua, sem arvoredo,
Deixando
nos espinhos meus cantos dispersos...
Quantos
corações vi em venturas imersos,
Enquanto
o meu, tão só, condenado ao degredo...
Entre
os tristes, eu fui o mais triste ser humano...
Mas
apesar de tanta dor e desengano,
Que
me deixavam n’alma fundas cicatrizes,
Conservei
a Esperança em todos os momentos...
Porque
sabia que após angústias, sofrimentos,
Renasceríamos
para dias mais felizes!...
Auta de Souza
Médium: Dolores Bacelar
Do livro Cânticos
do Além

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